5.11.09

Imerção I

A entrada / imerção na matéria em seu estado cru
não é uma simples busca de auto conhecimento, ou aguçamento da percepção
Mas se souber respeitar o entendimento que vem,
é quase como se sentir dentro da palavra OBRIGADO.

19.10.09

Conversa

Estar, é como aprendi a ouvir
Presente em prosa e aumento
Fico mole, ouço longe

Grave no tempo, nesse redor
Junto seu verbo
Troco em olho

Esse trato correto
Largo enorme
De tão sentimento

Tudo que sabes
Mostra beleza

Na sua palavra aprendo

27.9.09

O grande ninguém brincando de ser nada

Entendo que o tempo atua

Que as intenções vivem
flutuando os sonhos e as vontades

Vou flexível nessa jangada de árvore

Cresço obedecendo e aceitando mais
sendo simplesmente esse mesmo

O grande ninguém brincando de ser nada

25.9.09

Novelo

Quero vê-la
Apenas sua roupa
Seu vestido, a voz do tecido que me toca
Costura-me !!

17.8.09

Oi

Estou aqui de passagem..

1.8.09

Intuição

Toda intuição foi bem vinda
Foi como achar um pingo da chuva na ladeira da memória.
Me molhei inteiro, deixando a melodia se esbaldar
Meu corpo registrou e fiquei em estado de dança

(texto feito para uma música desconhecida que foi achada
na primeira tentativa em buscá-la para ouví-la.
O encontro com essa canção foi tão certeiro que nem duvído
das existências mútuas para as verdades presentes)

24.7.09

Nanuk

Para quem quiser ouvir ou baixar o novo play do Nanuk !!
Produzimos esse álbum no estúdio Q' e ele está licenciado em Creative Commons.




Banda:
Silvis Mokreys - Vocais e guitarra
Pipo Pegoraro - Bateria e voz de apoio
Bruno Serroni - Baixo e voz de apoio
Juliano Bola - Guitarra e voz de apoio

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22.7.09

Pensei em você

Fui achando nas ruas, cheio de porquês
Achei simples, que meu amor era certo por lá
Fez-se a sorte e almas se entreolharam
Numa avenida qualquer
Num claro de Sol
Passo parado, por aí pela cidade
Achei que seria..
Sentado então achei mais
No plano, na poça
Refletido no que não sabia
Cheguei achar paisagem, nuvem
Eu achando que esqueci
Pensei em você

11.4.09

Pipo Pegoraro no Teatro VIGA




Nesse novo show, mostraremos o repertório do disco "Intro"
e novas canções.

O ponto forte das apresentações, está na pesquisa de timbres,
uso de samplers e cuidado com a escolha de instrumentos
orgânicos misturando-os aos eletrônicos.

banda:

Pipo Pegoraro - Violão/voz
Cris Scabello - Guitarra/voz
Daniel Gralha - Trompete/sinths
Nelsinho Black - Pick ups/mpc/voz
Décio 7 - Bateria/mpc
Marcelo Dworecki - Contrabaixo

8.3.09

Farol e sapo

Eu, enevoado pelo som alto que saía dos alto falantes do carro mal notei a
silhueta se aproximando, pequena e delicada.
Me preparei para o confronto diário entre os que pedem e os que podem ou não
dar algum trocado.
Ao pronunciar minha resposta negativa, ví os olhos da pequena atravessarem
pelo meu corpo como um mira identificadora, daquelas que você vê em filmes de
guerra, a pequena garota viu um sapinho de pelúcia que um dia antes tirei do
retrovisor do carro. Ele estava alí no meio das chaves, canetas e bugigangas
que se arruma no decorrer dos dias, eu quase não o via mais..
Ela me pediu com educação e com o olho cheio de vontade, como eu poderia pensar
em não dar aquele sapo para ela. Foi mais do que espontâneo, foi com um "claro"
que vi o bichinho sair do carro e chegar as mãos da criança.
O farol se abriu, e não pude ver a acolhida que ela teve a sua nova aquisição.
Pelo retrovisor ví a corrida dela aos amigos e outros que alí estavam com o bichinho na mão, após um soltar um delicado obrigado.

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26.2.09

AMOR

Há de amanhã, entender
As quatros letras que ouvi de sua boca
Nas entrelinhas de uma frase tão moderna
Pude encontrar algo bonito

Buscando em livros e em cinemas fechados
Obedecendo a minha lógica comum
Achando sempre que é bom olhar na tela
poemas coloridos por um diretor..

Foi mais discreta que a beleza
Foi mais sutil que a fraqueza
Se posso dizer que ouvi
Posso retribuir em sentir

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23.1.09

Assim ser !

Tudo é causa
Efeito de algo adverso
Verso de algo inesperado
Espanto desavisado
Quantas vezes isso já aconteceu ?
Quantas vezes isso irá acontecer ?
O importante é aprender com isso
E sentir a energia voltar para si
E assim fazer o que sempre se acreditou
Assim ser !

22.1.09

Lenda d'água

Ela estava doce
como uma canção pro mar


Nos repentes
virou a minha lenda d'água


Naquela enseada cheia de palavras
Fiquei rimando com o vento e a imensidão

16.12.08

Adjetivos para o nada

Na aspereza de um quarto para um
Entendendo quanto é necessário esquecer..

Ainda assim, caio nas mesma idéias, nas mesmas saídas
Nas mesmas tristezas e alegrias que acompanham os televisores

Essa informação fora de minha vontade
Vem de pessoas que não percebem o que não quero
São adjetivos para o nada

10.12.08

Encanto e Lodo

Ele ficava do meu lado
Passo a frente, moço atento
Em minhas mangas rente..

Senti o quanto as pessoas não se ouvem
Quantos filhos, parentes, vultos da rua faltam em atenção
Vivem com a resposta oculta

Sem almoço
Ouvi a brincadeira com firmesa
Talvez meu único integro momento de digestão

Sem sobras, sem rosto
Gênios que despejam pelo meu mundo
Gotas de encanto e lodo

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24.11.08

Me Despeço

Abaixo está o link para o clipe Me Despeço do Pipera.
Essa música está no disco "INTRO" lançado esse ano !!
VIVA !!

6.10.08

பேம் லேவே

Tudo começando agora
Nos suspiro, nessa melodia
Essa força breve escapa
Mira leve explosão

Quantos dias e quantas noites
Não se leva tanto tempo,
Para se aprender a viver

Tudo terminando agora
Nesse túnel de sensação
O olho fechado não tem atrás
Mais amor menos de mim

7.9.08

"Pulse" antes

Sim,
Estão todos sendo geniais !!
Sensacionais..
Vitória da nova linguagem
Nossa quanta novidade.

Reinvenção superada
Meu, é muito importante
Cool, New generation
E toda essa chacoalhada
Fresco, fresh borbulhante

Que chance !!?
Ao redor do que consigo ver..
Pulsantes

belezas

Escute:
As pessoas estão vestidas assim..
SIM querem ser vistas
Sair do comum e mostrar a possibilidades
O possível e impossível jeito de expressar
São belos jeitos
Belas telas e sabores para olhar
Machinas de beleza

19.8.08

Déjà vu novamente

Hoje pensei, pensei tanto
Fiquei triste de momento
Estático na hora das crianças que falam
Alegre de fazer o que gosto
Mas, fiquei mesmo é querendo entender o todo

Tenho pensado tanto no que são escolhas
Ouvindo minhas voz ecoar por dentro
Querendo desvendar essa intuição meditativa
Essa hora de viver

Saindo do estado imerso que temos na matéria
Conseguimos romper a amarra do tempo
Nascemos..

Estamos aqui para comemor a liberdade de estar aqui
Nós que criamos tudo isso !
Você acredita ?

A areia na forma mais rebuscada que já presenciei
O chão da Terra como um tapete de mini mosaicos indianos
Todas as impressões do mundo muito mais belas
O que me ensurdecia, me acalantava

Me passou ser tudo e nada na imensidão
Cheguei a represenciar minha infância
Visões de dentro do aparelho expanssor (vulgo televisor)
Visões que ví, que senti a muito anos

Como bicho cru, estive dentro da morte
Caí aqui permanente
Déjà vu novamente

Calor que me recuperou
Trouxe a alma pro corpo
Véu de risadas e sensações
Meu preparo ainda é raso
Mas meu santo é forte, ainda bem

Fico nas raízes que me trouxeram
A estória do antecessor
Donos do amor ancestral
Presentes na força, presentes na lida
Amarro laço

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31.7.08

Filosofia do tênis remendado

As vezes acho que é só comprar aquele novo pedal de guitarra
e tudo irá se comportar de maneira cosmo vibracional
Ai, quanta vontade de saber mais um pouco..

Há de amanhã eu entender a vontade alheia
e compreender o elo das vontades.
Será que o caminho mais desenhado e desejado
é o mais correto para todos ?
Na verdade, desconfio do que é muito certo.

Acredito na filosofia do tênis remendado
Da falta de elástico numa cueca
Do dedo sujo que acabou de fuçar na terra
No uso de uma coisa pré-determinada
para outro fim completamente diferente, ou seja: na reciclagem
No palpite furado não me apoio, mas escuto, sabe-lá..

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18.7.08

Mandinga

Nesse dia tão cheio de impressões
A expressão não chegou
O trator acabou o serviço
E eu, todo rebuliço
Aprendi mandinga pra parar de soluçar

Meus momentos estão para o teatro moderno
Cheio de referências..

Havendo bons times
Haverão belos jogos !!
Ahh !!

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Bagda Vermouth - Bar B

## Latente ##

Bagdá Vermouth, misturando eletrônico/jazz/lounge e o que vier..

Temporada Bagdeira pelo centro de S. P. !!

2.7.08

De gelatina !

Hoje passou mais rápido que ontem
Esse tempo de gelatina
Me deixa breve demais..

Mocotós, caviares, guizados
Os ditados não me ensinaram essas aí
Aprendi engulindo

Acredito nessa noite crua
Tanta luz artificial nessa lanchonetes
Corantes paulistas

No palito a lembrança
Na sandália a casca de amendoin
Volto a pensar nas minimezas.

Pipo Pegoraro - Studio SP



Contando com um time de músicos de primeira linha, Pipo mostra o repertório de seu primeiro trabalho autoral chamado "Intro" e novas canções.

Inspirado por situações imagéticas, o multiinstrumentista reflete sobre o amor e outros sentimentos em arranjos inusitados. O forte está na pesquisa de timbres, uso de samplers e cuidado com a escolha de instrumentos orgânicos misturando-os aos eletrônicos.

Colocou suas músicas autorais na internet e a repercussão tem sido tão boa que se depara com acessos vindos do Japão, África, Europa e todos os cantos do Brasil.

“A música brasileira é uma linha do tempo, eu não tiro nada, ou melhor, coloco tudo”, confirma Pipo Pegoraro.

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26.6.08

Passeio

Passeando,
Havia um tempo em que via beleza apenas na donzelas
Hoje em dia vejo traços, cores e fusões em diversos olhos..
Olhando sonhos e sorrisos..

Magias e tristezas de um caminhar

Haveria mais beleza se não fossemos tão sexualizados
Teríamos a aceitação do belo..

As donzelas continuam a brilhar, porém,
não são mais faíscas isoladas..
Se somos tantos em tontos tempos
Creio ver todos em suas delicadezas.

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28.5.08

Pipo Pegoraro - CCSP 12 06



PARA CONHECER AS MÚSICAS CLIQUE AQUI

Ela

Ela me embeleza os olhos
Me fascina, desperta
A pouco imaginei seu momento
Rumo, invento, experimento
A entrega e a inspiração
Procuro disfarçar, mas é tão forte
Espero que ao acordar
Esse olhar ainda me olhe

Música

4.5.08

Show - Julia Car dia 22 04 08 no Sesc Pompéia












foto por Diana Basei

Foi um show bem bacana !
Coloco aqui a resenha que Pedro Alexandre Sanchest fez sobre esse dia:

Chuta lata, gira mundo, corre pra ver
24 Abril 2008 by Pedro Alexandre Sanches

Na terça, assisti ao belíssimo show do grupo paulistano Julia Car, no projeto de novos talentos do Sesc Pompéia, o Prata da Casa. E não me atreveria a querer inventar um nome, um rótulo, para o que vi. Mas me atrevo, sim, a constatar que estava testemunhando um passo inédito, em público, da constituição de um novo gênero musical, esse de que ainda não sabemos o nome, nem sei se um dia vamos saber.

O rótulo de rock não cabe ao Julia Car, embora seja o rock o gênero-base de sua música polvilhada de anos 80, de anos 90, de anos 2000.

Rap não é nome que se ajuste no grupo, embora entre eles exista um inventivo MC convidado (não fixei o nome, peço desculpas), que arrasa a cada participação que faz.

Eletrônica não basta para classificá-los, embora esteja ali no canto direito, atrás das picapes, um elétrico e energético (e negro) DJ, Nelsinho Black - que poderia ser chamado de rapper e, além de DJ, também é cantor e vocalista de apoio (taí, um DJ-cantor, ineditismo total, pelo menos para mim).

Reggae nem MPB nem funk carioca nem axé music nem mangue bit nem música árabe muito menos “protest song” são termos ajustáveis ao grupo, embora os tope de frente, todos eles, a extrovertida garota de frente Julli Pop (mais uma aparição nesta neo-tradição pisoteada em veludo por meninas feito Lovefoxxx no Cansei de Ser Sexy, Marina Vello no Bonde do Rolê, Mariana Eva no Madame Mim, daí por diante).

Isso tudo junto é o que Julia Car é. Já não se trata ”fusão” ou qualquer desses gêneros desgastados; Julia Car demole fronteiras e dissolve as bordas de gêneros musicais contíguos (mesmo que “inimigos”), uns nos outros. Mestiçagem total, de som, imagem & corpo (integrados, ainda, por Pipo Pegoraro, na guitarra e programação, Rob Cox, no baixo, e Tatá Muniz, na bateria; ah, e o veterano oitentista Clemente, dos Inocentes, em arrebatadora participação especial).

E música de rua é, ao meu ver, o que eles fazem de mais sensacional - no show e no CD de estréia em SMD, Urbano, música de rua é o que se ouve nas passagens mais empolgantes: Chutalata (de onde sai o verso que dá título a este texto), Godzilla, Maloca Baile…

E na terça, para o bis, voltaram todos juntos batendo palmas e cantando juntos, em coro, sobre uma base eletrônica que parecia sair sozinha das manivelas. Não só a vocalista-líder e o DJ cantaram. Cantaram o guitarrista, o baixista, o baterista, o MC (taí, MC-cantor, ineditismo quase total, pelo menos para mim). Cantaram, e, simples assim, confirmaram que tampouco rótulos de conjunto, banda de rock, núcleo anarco-punk ou bonde se adequam ao que são - e que denominam, ele(a)s mesmo(a)s, “corpo orgânico eletrônico coletivo”. O nome é longo, complicado, difícil de memorizar. Mas dá mais pistas substanciais dos rumos muito, muito, muito novos da música das ruas deste novo mundo.

24.2.08

Dia de chuva

Apesar de toda chuva
Tudo funcionou..

Os eletrodomésticos não sofreram nenhuma pane
Os fios que corriam sob a água, não triscaram
Havia muita sede para sanar
A parede inchada pela infiltração, permaneceu intacta
Todo o frio que as gotas traziam ao cair das nuvens
Pouco apaziguavam ao se derreteterem nos telhados
Mas todo o colorido que preenchiam, toda fresta que erravam era bonito
Parecia um merecedor da imobilidade
O movimento aéreo que passando mostrava prismas
Ficou inteiro grudado em meu rosto
Desse todo fui passageiro breve
Captei como uma cisterna humana, as emoções que desciam
A música do imenso piano chamado chão
Onde todo o dia tocamos de modos variados
Fomentava o encontro da mais transparente melodia
Precipício de volúpias e carícias
O terreno de proliferação do eco
Meu instrumento batendo as pressas levado pela condição

11.2.08

Cartinha

Escevo essa carta porque quero falar à ti.
Meio sem prática, aposto na sua compreensão
Quase noite sem dormida, com isso no coração

É gigante essa vontade de dizer-lhe na guarida
Como é grande seu espaço em meus vales de amor

Nessa tarde, hora ida
Vôo, sentindo a explosão
Dos feirantes no coral
Dizendo seu nome no todo vital

Viagens

Por aqui

VENDE-SE O MEDO

E ainda continuam

COMPRANDO NOSSA IMAGEM

7.2.08

Hoje hoje hoje hoje hoje hoje hoje hoje hoje hoje

Recebi o riso total, aquele que dura muito
Encontro de almas em felicidade
Belo assim

Sendo bicho de verdade
Aprendendo a olhar maior (+)
Na loucura que me transformam

Há lugar para ouvir as gaivotas
Que latem aqui dentro
E respiram forte

Me oriento mesmo crescido
Nesse canto que encontro
No pleno sorriso

6.2.08

O mais óbvio aos menos atentos

Que pop mais derrotado, esse "Folk" todo importado
Hoje estou indo dormir com uma corda de aço "tilitando" em minha frente

Não há tempo para se criar-se algo novo
As referências e os ciclos musicais estão diminuindo
O que funciona ganha outra roupa
Voz mais aguda, pele mais escura

É desgastante escolher entre modelos utilizados
Frases e sentimentos mood reinventados
Tenho a tristeza em saber que cada vez o mais óbvio chega ao menos atentos
Que encontram-se em maioria

O Funk é que merece a atenção
Batidão, batidão, melhor que esse tosco violão

Não custa nada advertir em minha língua
Que falta referência, falta entendimento
Nesse "frison" de verão

Harmônica no pescoço
Ouço com desgosto a sua desafinação
"Parece cocaína, mas é só tristeza"
Parece belo, mas é apenas cópia
Já ví o quanto se tem sorte por aqui

Escrevo, mesmo que não lido

Expresso essa angústia em ser artista
Vendo vitrines tão gentis
Cuspirem tabaco mastigado, sem gosto
Aos que não desejam nada mesmo

Estou sendo gentil por aqui
Esses merecem o meu não !

21.1.08

Bagdá Vermouth ### BAND ###



Olha os Bagdeiros por aí !!

Vazio

Queria entender o vazio
A pólvora que não funciona, a semente seca
A teia sem insetos, os barcos ancorados
As esperas, as pessoas e as antenas sem motivo

Beira de praia faltando onda
Sino no chão, malas que fazem apenas uma viagem
1 segundo no espaço
Final da expiração, Bosch no porão

Bares da religiâo
Na solidão do andar, argumentos enfileirados
Lâmpadas apagadas
Queria entender o vazio